Conferences

Historical Materialism Rio 2026

Beyond the Commodification of Life: Social Struggles and Possible Futures

21st Jul 2026 12:00 - 23rd Jul 2026 12:00

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Praia Vermelha, Rio de Janeiro, Brazil

Call for Papers

The Call for paper is in Portuguese, English and Spanish below


Beyond the Commodification of Life: Social Struggles and Possible Futures

Historical Materialism Rio 2026

15–17 July 2026

Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ)

Praia Vermelha Campus

The commodification of life – the conversion of essential human needs, relationships, and natural systems into goods for profit – has become a defining feature of contemporary capitalism. This logic penetrates ever more domains of existence, standing in stark tension with values such as solidarity, dignity, and the collective organisation of life. As rights and needs are transformed into commodities, inequality deepens, and social movements worldwide have responded by placing life, rather than the market, at the centre of political struggle.

These dynamics unfold within a global landscape marked by proliferating armed conflicts, genocide, environmental collapse, and intensified geopolitical rivalries. Wars today reveal structural disputes over markets, resources, and political influence, while the ecological crisis reflects the inner limits of an accumulation model that treats nature as endlessly exploitable. Green capitalism offers only cosmetic solutions, attempting to leave untouched the system that generates ecological and social devastation.

At the same time, capitalism tightens its grip on labour through digitalisation, automation, and new forms of algorithmic control. High-tech sectors expand alongside vast zones of precarious, low-paid, and increasingly unprotected work, especially in the Global South. Digital platforms exemplify this reorganisation of labour, producing fragmented and unequal working conditions and reshaping the possibilities for collective action. Data extraction and behavioural monitoring further extend commodification and capital discipline into the intimate spheres of attention, desire, and everyday life.

These transformations are reinforced by a state that, under financialised and neoliberal pressures, reproduces markets over social rights and often represses dissent. In this hostile terrain, authoritarian projects gain ground, while popular organisations confront significant challenges. Yet the history of social struggle—particularly in the Global South—shows that resistance can generate new political imaginations. Revisiting the provocations of historical materialism reminds us that collective action remains a vital force for confronting commodification and envisioning alternative ways of living.

Despite remarkable experiences worldwide, popular and progressive organisations face theoretical, practical, and organisational difficulties in a context that grows more hostile. Yet we may also be facing a significant opportunity to revisit and deepen materialist provocations on the importance of social struggle and political imagination as engines of history and sources for creative political resistance.

In fact, as the tradition of historical materialism reminds us: when the people do not mobilise, critical thinking withers. The Global South has, over recent decades, built a living repository of strategies and concepts to resist predatory and deadly forms of dispossession. If Latin America was, on the one hand, a social laboratory for market fundamentalism, it has also, through heroic resistance, become the grave of its illusion of freedom and autonomy. From the standpoint of social struggle and collective resistance, we have learned that where neoliberalism promises freedom and autonomy, we must instead recognise servitude and undue interference—and fight against them, seeking alternatives and new ways of living.

The call for papers for the event, although not exclusively, is organised around the following thematic axes:

1.   Critiques of capitalism: theories from the South and North

2.   New dynamics of capitalist accumulation

3.   Digital capitalism, AI, and platform work

4.   Left strategies in times of crisis and alternatives

5. Geopolitics and the international conjuncture: wars, imperialism, genocide, and extractivism 

6.   Politics and struggles around gender, sexuality, and feminism

7.   Reconfigurations of peripheral capitalism

8.   Race, racism, and anti-racist struggles

9.   Emerging authoritarianisms and the far right

10.  Social Struggles, movements and resistances                 

11. The political economy of art and the fetishisation of culture

12.   The commodification of nature and ecological collapse

The conference forms an important part of the wider Historical Materialism project, which includes the journal, the book series, and the global network of conferences on the theme. We encourage the broadest possible participation from all strands of Marxist critical theory, without restriction—participation grounded in an egalitarian spirit and fraternal debate.

HMRio is accepting proposals for individual papers and panels (organised around four individual contributions) at the postgraduate level. When forming sessions, regional, racial, and gender considerations will be taken into account. In the case of research communication sessions, special space will be given to postgraduates.

Proposals for individual papers and panels must include:

The full names of proposers, with emails, affiliations and institutional positions, gender, nationality, and country of residence, as well as a clear indication of the corresponding author when more than one participant is involved.

The title of the individual paper or panel. For individual papers, an abstract of no more than 350 words. For panels, a general description of 350 words plus abstracts for each individual paper. Abstracts should clearly indicate how the paper or panel relates to the themes listed in this call.

Applications may be submitted through the form at the following link:

The official languages of the conference are Portuguese, Spanish, and English.

Deadline for submissions: 12th February 2026

Submission link:  https://airtable.com/appSobGKYfSj740U7/pagqsCrVQ7y4bNHtQ/form

The organizing committee for Historical Materialism Rio 2026 can be reached by e-mail: rio@historicalmaterialism.org


Além da Mercantilização da Vida: Lutas Sociais e Futuros Possíveis

 

A mercantilização da vida — a conversão de necessidades humanas essenciais, relações sociais e sistemas naturais em mercadorias voltadas ao lucro — tornou-se uma característica definidora do capitalismo contemporâneo. Essa lógica penetra em domínios cada vez mais amplos da existência, em flagrante tensão com valores como solidariedade, dignidade e organização coletiva da vida. À medida que direitos e necessidades são transformados em mercadorias, a desigualdade se aprofunda, e movimentos sociais ao redor do mundo têm respondido colocando a vida, e não o mercado, no centro da luta política.

Essas dinâmicas se desenvolvem em um cenário global marcado pela proliferação de conflitos armados, genocídios, colapso ambiental e intensificadas tensões geopolíticas. As guerras atuais revelam disputas estruturais por mercados, recursos e influência política, enquanto a crise ecológica reflete os limites internos de um modelo de acumulação que trata a natureza como infinitamente explorável. O capitalismo verde oferece apenas soluções cosméticas, deixando intocado o sistema que gera devastação ecológica e social.

Ao mesmo tempo, o capitalismo aperta ainda mais seu cerco sobre o trabalho por meio da digitalização, da automação e de novas formas de controle algorítmico. Setores de alta tecnologia se expandem ao lado de vastas zonas de trabalho precarizado, mal remunerado e cada vez mais desprotegido, especialmente no Sul Global. As plataformas digitais exemplificam essa reorganização do trabalho, produzindo condições laborais fragmentadas e desiguais, que remodelam as possibilidades de ação coletiva. A extração de dados e a captura comportamental estendem ainda mais a mercantilização às esferas íntimas da atenção, do desejo e da vida cotidiana.

Essas transformações são reforçadas por um Estado que, sob pressões da financeirização e neoliberais, privilegia os mercados em detrimento dos direitos sociais e frequentemente reprime a dissidência. Nesse terreno hostil, projetos autoritários ganham espaço, enquanto organizações populares enfrentam desafios significativos. No entanto, a história das lutas sociais — especialmente no Sul Global — demonstra que a resistência pode gerar novas imaginações políticas. Retomar as provocações do materialismo histórico nos lembra que a ação coletiva permanece uma força vital para enfrentar a mercantilização e vislumbrar modos alternativos de viver.

Apesar de experiências notáveis em todo o mundo, organizações populares e progressistas enfrentam dificuldades teóricas, práticas e organizacionais em um contexto cada vez mais adverso. Ainda assim, podemos estar diante de uma oportunidade significativa para revisitar e aprofundar as provocações materialistas sobre a importância da luta social e da imaginação política como motores da história e fontes de resistência política criativa.

De fato, é a própria tradição do materialismo histórico que nos lembra: quando o povo não se mobiliza, o pensamento crítico definha. O Sul Global construiu, ao longo das últimas décadas, um repositório vivo de estratégias e conceitos para resistir a formas predatórias e letais de expropriação. Se, por um lado, a América Latina foi um laboratório social do fundamentalismo de mercado, por outro, também se tornou, por meio de resistências heroicas, o túmulo de sua ilusão de liberdade e autonomia. Do ponto de vista da luta social e da resistência coletiva, aprendemos que onde o neoliberalismo promete liberdade e autonomia, devemos reconhecer servidão e interferência indevida — e combatê-las, buscando alternativas e novos modos de viver.

A chamada de trabalhos do evento, embora não exclusivamente, está organizada em torno dos seguintes eixos temáticos:

1.       Críticas do capitalismo: teorias do sul e do norte

2.       Novas dinâmicas da acumulação capitalista

3.       Capitalismo digital, IA e trabalho de plataformas

4.       Estratégias de esquerda em tempos de crise para alternativas

5.       Geopolítica e conjuntura internacional: guerras, imperialismo, genocídio e extrativismo

6.       Política e lutas de gênero, sexualidade e feminismo

7.       Reconfigurações do capitalismo periférico

8.       Raça, racismo e lutas antirracistas

9.       Autoritarismos emergentes e extrema direita

10. Lutas sociais, movimentos e resistências

11. Economia política da arte e fetichização da cultura

12.     Mercantilização da natureza e colapso ecológico

A conferência constitui uma parte importante do projeto mais amplo Historical Materialism, que inclui a revista, a série de livros e a rede global de conferências sobre o tema. Encorajamos a mais ampla participação possível de todas as vertentes da teoria crítica marxista, sem restrições — uma participação fundamentada em um espírito igualitário e em um debate fraterno.

O HMRio está aceitando propostas de artigos individuais e painéis (organizados em torno de quatro contribuições individuais), em nível de pós-graduação. Na montagem das sessões, serão consideradas questões regionais, raciais e de gênero. No caso das sessões de comunicação de pesquisa, será reservado espaço especial para pós-graduandos.

As propostas de artigos individuais e painéis devem incluir:

• Os nomes completos dos proponentes, com e-mails, filiações, cargos institucionais, gênero, nacionalidade e país de residência, bem como a indicação clara do autor correspondente quando houver mais de um participante.

• O título do artigo individual ou do painel. Para artigos individuais, um resumo de até 350 palavras. Para painéis, uma descrição geral de 350 palavras, além dos resumos de cada artigo individual. Os resumos devem indicar claramente como o artigo ou painel se relaciona com os temas listados nesta chamada.

As inscrições podem ser submetidas por meio do formulário disponível no seguinte link:

Os idiomas oficiais da conferência são português, espanhol e inglês.

Prazo para submissões: 12 de fevereiro 2026

Link para submissões:  https://airtable.com/appSobGKYfSj740U7/pagqsCrVQ7y4bNHtQ/form

O comitê organizador do Historical Materialism Rio 2026 pode ser contatado pelo e-mail: rio@historicalmaterialism.org

 


Más allá de la mercantilización de la vida: luchas sociales y futuros posibles

Historical Materialism Rio 2026
15–17 de julio de 2026
Universidad Federal de Río de Janeiro (UFRJ)
Campus Praia Vermelha

La mercantilización de la vida —la subsunción de necesidades humanas esenciales, relaciones y sistemas naturales en bienes para la obtención de lucro— se ha convertido en un rasgo definitorio del capitalismo contemporáneo. Esta lógica penetra cada vez más ámbitos de la existencia, en tensión abierta con valores como la solidaridad, la dignidad y la organización colectiva de la vida. Cuanto más rápidamentelos derechos y las necesidades se transforman en mercancía, profundizando la desigualdad, más los movimientos sociales en todo el mundo responden resituando la vida antes que el mercado, en el centro de la lucha política.

Estas dinámicas se despliegan en un escenario global marcado por la proliferación de conflictos armados, genocidio, colapso ambiental e intensificación de rivalidades geopolíticas. Las guerras actuales revelan disputas estructurales por mercados, recursos e influencia política, mientras que la crisis ecológica expresa los límites internos de un modelo de acumulación que trata a la naturaleza como infinitamente explotable. El capitalismo verde ofrece solo soluciones cosméticas, intentando dejar intacto al propio sistema que genera devastación ecológica y social.

Al mismo tiempo, el capitalismo refuerza su control sobre el trabajo mediante la digitalización, la automatización y nuevas formas de control algorítmico. Los sectores de alta tecnología se expanden junto a vastas zonas de trabajo precario, mal remunerado y cada vez más desprotegido, especialmente en el Sur Global. Las plataformas digitales muestran esta reestructuración capitalista del trabajo que produce condiciones laborales fragmentadas y desiguales, reconfigurando las posibilidades de la acción colectiva. La extracción de datos y la vigilancia de comportamientos amplían aún más la mercantilización y la disciplina capitalista hacia las esferas íntimas de la atención, el deseo y la vida cotidiana.

Estas transformaciones se ven reforzadas por un Estado que, bajo presiones financiarizadas y neoliberales, reproduce mercados antes que derechos sociales y reprime la disidencia. En este terreno hostil, los proyectos autoritarios ganan espacio, mientras las organizaciones populares enfrentan desafíos significativos. Sin embargo, la historia de la lucha social —en particular en el Sur Global— muestra que la resistencia puede generar nueva imaginación política. Volver a las intuiciones del materialismo histórico nos recuerda que la acción colectiva sigue siendo una fuerza vital para enfrentar la mercantilización y concebir formas alternativas de vivir.

Pese a experiencias notables en todo el mundo, las organizaciones populares y progresistas afrontan dificultades teóricas, prácticas y organizativas en un contexto cada vez más adverso. Y sin embargo, esta podría ser una oportunidad importante para revisar y profundizar la agudeza del materialismo al señalar la importancia de la lucha social y la imaginación política como motores de la historia y fuentes de resistencia política creativa.

De hecho, la tradición del materialismo histórico nos recuerda que, cuando los pueblos no se movilizan, el pensamiento crítico languidece. El Sur Global ha construido en las últimas décadas un acervo vivo de estrategias y conceptos para resistir formas más depredadoras y mortales de desposesión. Si América Latina fue, por un lado, un laboratorio social del fundamentalismo de mercado, también ha sido, mediante resistencias heroicas, la tumba de su ilusión de libertad y autonomía. Desde la perspectiva de la lucha social y la resistencia colectiva, hemos aprendido que allí donde el neoliberalismo promete libertad y autonomía, debemos reconocer servidumbre e injerencia indebida —y combatirlas, buscando alternativas y nuevas formas de vida.

La convocatoria de ponencias del congreso se organiza en torno a los siguientes ejes temáticos, no exclusivos:

  1. Críticas al capitalismo: teorías desde el Sur y el Norte

  2. Nuevas dinámicas de la acumulación capitalista

  3. Capitalismo digital, IA y trabajo en plataformas

  4. Estrategias de la izquierda en tiempos de crisis y alternativas

  5. Geopolítica y coyuntura internacional: guerras, imperialismo, genocidio y extractivismo

  6. Políticas y luchas en torno al género, la sexualidad y el feminismo

  7. Reconfiguraciones del capitalismo periférico

  8. Raza, racismo y luchas antirracistas

  9. Autoritarismos emergentes y extrema derecha

  10. Luchas sociales, movimientos y resistencias

  11. Economía política del arte y fetichización de la cultura

  12. Mercantilización de la naturaleza y colapso ecológico

La conferencia forma parte del proyecto más amplio de Historical Materialism, que incluye la revista, la colección de libros y la red global de conferencias sobre el tema. Alentamos la participación más amplia posible desde todas las corrientes de la teoría crítica marxista, sin restricciones, en un espíritu igualitario y de debate fraterno.

HMRio acepta propuestas de ponencias individuales y de paneles (organizados en torno a cuatro contribuciones individuales), de nivel de posgrado. En la conformación de las sesiones se tendrán en cuenta consideraciones regionales, raciales y de género. En el caso de las sesiones de comunicación de investigaciones, se otorgará un espacio especial a estudiantes de posgrado.

Las propuestas de ponencias individuales y de paneles deben incluir:

Los nombres completos de quienes proponen, con correos electrónicos, afiliaciones y cargos institucionales, género, nacionalidad y país de residencia, así como la indicación clara de la persona autora de correspondencia cuando haya más de un/a participante.

El título de la ponencia individual o del panel. Para ponencias individuales, un resumen de hasta 350 palabras. Para paneles, una descripción general de 350 palabras más los resúmenes de cada ponencia individual. Los resúmenes deben indicar claramente cómo la ponencia o el panel se relacionan con los temas de esta convocatoria.

Las postulaciones pueden enviarse mediante el formulario disponible en el siguiente enlace:

Los idiomas oficiales de la conferencia son el portugués, el español y el inglés.

Fecha límite para el envío de propuestas: 12 de febrero de 2026

Link para envios:  https://airtable.com/appSobGKYfSj740U7/pagqsCrVQ7y4bNHtQ/form

El comité organizador de Historical Materialism Rio 2026 puede contactarse por correo electrónico en: rio@historicalmaterialism.org

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